Mallu Magalhães - Música, cultura e myspace
Publicado por Leonardo Parnes na categoria Comportamento, Diversos, Web 2.0/Conteúdo Colaborativo em 26.03.2008
Tá complicado o volume de posts que eu tenho colocado, prometo que assim que a quatidade de jobs melhorar aqui na agência eu paro, com certeza, ou pelo menos diminuo. Deve ter alguna coisa com essa história de acordar cedo depois de tanto tempo. Bom, acordar cedo é bom, principalmente quando você tem 4 horas na frente do Brasil. Ninguém no MSN, nenhum post novo no UoD e nem no bluebus. Só resta buscar algo para fazer além de preencher o word com meu péssimo castellano.
Bom, chega de papo mole. Esse é um assunto que eu venho pensando faz algum tempo. A Relação entre moda, cultura e música
. Começo falando um pouquinho de cultura: Londres hoje é uma das mais importantes capitais culturais do mundo, principalmente no que diz respeito a cultura jovem. New Rave surgiu alí e muitas outras expressões culturais do nosso tempo. Pesquisando no google você acha pelo menos umas 10 etiquetas dos jovens londrinos.
Mas como isso chega ao Brasil? Nossas expressões culturais lançadas a partir do marketing têm muito mais parecido das coisas Americanas, que das Europeias. Foi assim com os EMOS. Lembra? Uma pena, porque acho a cena europeia bem mais rica. Talvez isso tivesse a ver com os enlatados e blockbusters americanos que nos faziam engolir toda uma cultura (nada contra os americanos, só analisando os fatos).
Hoje com a internet não tem mais espaço para cultura que se enlate, isso porque o garoto de 15 anos vai buscar na fonte. Assim ele descobre a Lily Allen ou a Candy Payne antes de qualquer gravadora e já pode copiar por aqui ou adaptar essa cultura. Essas etiquetas me deixam muito curioso, e tem uma matéria até interessante da Globo.com falando um pouquinho dessa galerinha que era emo e agora estão se convertendo no “from UK”. É meio que uma expressão misturando o new rave londrino e o glam brasileiro.
Tudo isso para chegar em música. Acho que todo mundo sabe da situação das gravadoras por todo o mundo. Ano passado 48% dos jovens americanos não compraram CD´s e todo o dinherão que essas gravadoras usavam para colocar em novas apostas, agora tem ido para manter as velhas e consagradas atrações. Daí vem toda uma cultura de resgate dos antigos sucesos e a volta de grupos que já haviam se desfeito ha um bom tempo. Enquanto isso o papel de revelar novas músicas e estilos ficou quase que totalmente na mão da Internet, mas específicamente nas mãos das rádios online e do my space. E foi assim que você deve ter conhecido a responsável pela queda do Governador de NY (que é muito ruim) e outras estrelas da WEB. O Brasil está bem localizado nesse panorama, já lançou CSS e Bonde do Rolê, que mesmo não fazendo sucesso no Brasil, quase todo mundo moderninho conhece aquí fora. O CSS até já virou polêmica no youtube e já foi discutido aqui no Ideavertising.
OK. As gravadoras já eram, hoje qualquer criança de 15 anos consegue reunir dois ou três elementos da moda e fazer um som bem marketeiro, colocar na rede e bombar, certo? Quase isso. E foi assim que Mallu Magalhães tem conquistado mais de 50 mil 500 mil visitas no myspace. Com um sonzinho meio folk, um violão na mão e uma aparencia meio “from uk” sem as interferências do glam. Apenas 5 musiquinhas no my space e na minha opinião o próximo sucesso brasileiro na web. O pai dessa menina debe ser publicitário, ou então ela é uma prodigio. Agências, aprendam com ela como captar uma cultura e desenvolver-la tão bem nos meios interativos. Ela ainda não tem nem CD. Mas me diz uma coisa, ainda é preciso isso?
Entrevistas dela no altas horas. A menina é um produto de marketing perfeito, onde esse mundo vai parar. E a aula que ela ta dando de internet ao Serginho. Hahahaha.
Mais detalhes sobre a crise fonográfica aqui
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Opa Leonardo.
Você tá com pouco job, ou é o ritmo aqui na Espanha que é devagar. Eu também tenho pouca coisa pra escrever (comparado com qualquer agência no Br).
E o til é alt+ñ
Esse, com certeza você tem.
Alt + Ñ nao vai. ME deram a porra de um pc. No mac, funciona, mas no pc nem jodendo. Mas o ritmo aqui é meio lente mesmo. Chega dá saudade do corre-corre.
Foda mesmo como a galera tá ganhando visibilidade e grana com a internet. Outro dia precisávamos de um pianista para um evento e não achávamos nada pertinente ao perfil do evento. De repente alguém teve a idéia de procurar no Youtube e achamos o genial Victor Araujo daqui de Recife, pode?
Ps.: Coloquei teus acentos e agradeço em nome dos leitores do Idea a falta de jobs em tua agência. ;P
thaks thiago.