Buzz é mídia
Publicado por Thiago Nascimento na categoria Blogs, Guerrilha, Tendência em 24.07.2008
Eu tenho a impressão que já virou hábito algumas agências/anunciantes produzirem peças fantasma com o único objetivo de disseminá-las na internet. Acho que já virou parte do planejamento de comunicação de algumas marcas: no mês de julho vamos fazer três anúncios para o meio jornal, um VT para ser veiculado em horário nobre, um hotsite promocional e uma peça fantasma para invadir os sites mundo a fora. Basta você olhar com carinho para algumas peças bem criativas e inteligentes (se não tiverem no mínimo essas características, não ganham mídia espontânea) que invadem a internet diariamente.
Olha essa peça da TBWA para um site italiano que arrecada alimentos.
Você acha que o Carrefour, Wal Mart, Extra ou similares permitiriam uma coisa dessas em seus estabelecimentos? Não falo nem do espaço, pois alguns varejistas comercializam mídia em carrinhos de supermercado mesmo. Mas veja que constrangedor você, cliente, fazendo compras e uma pobre criança com um olhar faminto olhando pra você com a mão estendida. E para fechar o título: “viu como é fácil matar a fome”. Ninguém discute a criatividade da peça. Mas você tem que concordar que isso é algo absolutamente irreal: fantasma.
Uma outra peça, dentre várias publicadas diariamente na internet, foi criada pela agência alemã Jung von Matt para promover o Smart, aquele carro pequenininho que cabe em qualquer lugar. Vi a peça no Brainstorm9 outro dia.
A idéia é genial e aproveita o pequeno espaço entre as placas para fazer a mídia do carro que cabe em qualquer lugar. Mas será mesmo que isso foi produzido de verdade? Será que as pessoas iriam notar o esforço da Smart? Não seria muito mais fácil montar essa imagem (como Merigo desconfiou) e espalhá-la na internet?
Pois é, amigos, é o que muita gente tem feito. A audiência de 01 dia em alguns blogs é superior a tiragem de grandes revistas mensais nacionais. E muita gente também já notou isso. Afinal de contas, buzz é mídia.
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É difícil julgar se é fantasma ou não.
Mas olha que dá pra usar essa estratégia (fantasmas intencionais) de forma benéfica no ambiente online.
Com toda humildade, acho que não é difícil não julgar se é fantasma ou não e qual a real intenção da agência com aquele trabalho, Rafael. Tem coisas que são muito na cara.
Abraço.