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Marketing de emboscada: o jeitinho brasileiro de se fazer marketing

Publicado por Thiago Nascimento na categoria Guerrilha em 21.03.2007

Pensando em divulgar sua marca sem pagar os altíssimos custos de mídia? Então você precisa entender o “jeitinho brasileiro” de se fazer marketing: marketing de emboscada.

Essa ferramenta do marketing, caracteriza-se pela inserção alternativa de marcas em eventos e/ou veículos publicitários de uma forma não oficial e sem custo de veiculação ou aparição. Muito presente no mundo dos esportes, já que esse possui alta repercussão e geralmente são transmitidos para uma grande audiência, o marketing de emboscada está sendo ultilizado por grandes marcas.
Um exemplo clássico aconteceu na copa de 2006 quando Ronaldinho Gaúcho apareceu com uma faixa da Nike na cabeça. Apesar de não ser a patrocinadora oficial da copa - que para isso a Adidas investiu 35 milhões de dólares - segundo a pesquisa da Global Market Insite Inc. as pessoas tiveram a percepção que a Nike é que era a patrocinadora oficial do evento.
Em 2003, a Adidas patrocinou a maratona de Boston; Já a Rebook, tatuou na testa dos estudantes maratonistas, a sua marca. E aí, quem apareceu mais? E ainda por cima, quem gastou menos?
Outro caso interessante, foi a estratégia que a Apple teve para divulgar a versão black e white do seu novo notebook: entregar um macbook a Gisele Bundchen e outro a Allesandra Ambrosio num desfile de moda. Duas super modelos em um super evento. Resultado: uma tonelada de fotos circulando a internet de fotos das moças e, claro, dos macs.
Então, está querendo promover a marca do seu cliente? Pense um pouquinho no “jeitinho brasileiro” que virou moda para os publicitários estrangeiros.
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7 comentários

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  1. Jonathan Benarrós

    Bacana, acho que esse tipo de marketing é uma mistura de viral com guerrilha. A sutilidade da ação e baixo valor que torna de emboscada. Outro tipo de marketing muito legal é o marketing invisível. Você já conhecia?

  2. Thiago Nascimento

    Oi Jonathan, ainda não ouvi falar no marketing invisível, mas irei pesquisar. Você pode falar alguma coisa a respeito?

    Um abraço,

    Thiago Nascimento

  3. Paulo Brito

    Thiago, acho que você foi um tanto preconceituoso ao rotular esse tipo de marketing de “jeitinho brasileiro”, já que você só conseguiu dar exemplos de empresas estrangeiras. Pelo que percebo, no marketing não existe vez para brasileiros: todas as modalidades, ruins ou péssimas, de marketing (me pergunto se existe uma boa), são importadas.

  4. Thiago Nascimento

    Olá Paulo, obrigado pelo comentário.

    Quando me referir ao “jeitinho brasileiro” de se fazer marketing, não associei diretamente à nacionalidade dos profissionais que estão desenvolvendo essas ações; e sim a forma pela qual essas estratégias são feitas: COM UM BAIXO CUSTO É POSSÍVEL APARECER MUITO E DE UMA FORMA ALTERNATIVA E NÃO-CONVENCIONAL. Características essas, típicas do jeitinho brasileiro de desenrolar as coisas.

    Você tem um pouco de razão quando afirma que algumas modalidades de marketing são “copiadas” pelos brasileiros. Existem países como E.U.A, França, Inglaterra, entre outros, que são referências no que se refere ao marketing, à moda, economia, TI e Telecom, etc. Mas afinal de contas, esses são países desenvolvidos e muito bem estruturados. É natural que eles ditem as tendências.

    E agora discordando totalmente da sua opinião, existem sim, vários profissionais e projetos de comunicação e marketing brasileiros que são de excelente qualidade. Para ter essa certeza, sugiro você acessar diariamente este blog. (hehehehehe - tinha que vender meu peixe né?)

    Um abraço

  5. Fernando Souza Carmo Dias

    Thiago,

    Gostei muito do seu artigo pela forma que é frisado a busca do custo x benefício nas comunicações. Não gosto muito do nome “jeitinho brasileiro”, pois o considero pejorativo para nós, brasileiros. Acredito que este nome pode ser substituído por criatividade (ou inovação) dos brasileiros. O “jeitinho brasileiro” soa “aquela coisa que fazemos para burlar algo” ou mesmo “tirar vantagem quebrando ou distorcendo as regras” (mas de uma forma quase que criminosa). Não gosto muito disso, pessoalmente falando. Acho que existem várias formas criativas (e o Brasil se destaca em Cannes por causa disso) de podermos ter um custo x benefício sobre nossas campanhas através da criatividade e qualidade de nossas idéias. O jeitinho de “minar” a campanha do outro não acho uma pratica muito boa de ser feita. É viável, legal e aplicada com sucesso, mas o sucesso a qualquer custo é o que vale?

    Abraços e visitarei seu blog com freqüência.

  6. Thiago Nascimento

    Oi Fernando, fico feliz que teha gostado dos assuntos abordados no blog. Welcome.

    Uma coincidência você tocar nesse assunto, pois discutimos pelo menos uns 30 minutos semana passada na sala de aula.

    O que acontece é que as pessoas, realmente, associam a expressão “jeitinho brasileiro” à malandragem, burlagem, tirar proveito. Onde na verdade a expressão mais adequada para essas características é “Lei do gerson”. (segue o link para ilustrar: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Gerson).

    O jeitinho brasileiro (link aqui também: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeitinho),
    nada mais é que a criatividade - como você bem falou - jogo de cintura, molejo, para se ter o melhor benefício com o menor custo. Mas valeu o toque! Talvez por a maioria das pessoas terem uma definição errada dessa expressão, seja mais adequado eu modificar o título. Prometo que se for publicar em algum veículo, altero.

    Um abraço e fique à vontade para expressar suas opiniões. São muio bem-vindas.

  7. Anonymous

    gente, para entender este assunto do jeitinho brasileiro, vele ler o livro A Filosofia do Jeito, um modo brasileiro de pensar com o corpo”, da ed. Summus. Esclarece bem!

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Sobre o autor

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Um publicitário inquieto metido a jogador de futebol que prefere 1000 vezes colocar a bola entre as pernas do zagueiro a fazer um gol (o que não quer dizer que não dou valor aos resultados). Aventureiro, apaixonado e fã da namorada, tem MBA em marketing, trabalha como analista de negócios na Ampla Ponto e é o idealizador do Ideavertising.

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