The Colour Room e o Brand experience | Sony Bravia
Publicado por Thiago Nascimento na categoria Inovação, Tendência em 23.04.2008
Até já comentamos (aqui e aqui) o enorme e bem sucedido esforço da Sony para convencer o público que a imagem de sua TV (Bravia) é muito superior a da TV tradicional. E é bem sucedido porque os filmes, apesar de serem transmitidos em uma qualidade bem inferior na TV tradicional, conseguem passar muito bem o conceito “cores como em nenhuma outra”.
Só que com a passagem para as telas de alta definição (HD), a qualidade da imagem e o preço deram um salto inimaginável, tornando ainda mais difícil a vida das agências, tanto no aspecto estratégico - já que o preço aumentou consideravelmente e apenas uma pequena parcela da sociedade tem acesso ao produto - quanto no criativo, visto que a alta definição da imagem é um atributo difícil de ser representado em uma TV com baixa qualidade. E o desafio de promover esse produto super diferenciado e altamente segmentado ficou nas mãos da Naked, famosa butique de planejamento de Londres.
A estratégia
“O ponto de partida óbvio para demonstrar a qualidade excepcional da TV de alta definição é fazer com que o produto seja visto em uso.” - Declara Will Collin - Sócio-fundador da Naked Communications. E como o público a ser impactado não reage bem a vendas cara a cara. Apreciam o oposto: a sutileza, a solução proposta por Will e sua equipe foi similar a frase do filósofo: é preferível ser notado a chamar atenção. Ou seja, a estratégia adotada pela agência e pelo cliente foi a de deixar o produto ser descoberto pelo target ao invés de apresetá-lo através de uma campanha publicitária ou uma ação de marketing direto.
A tática
“Encontramos essas pessoas em festas chiques ou, na vida profissional, em eventos corporativos onde elas se misturam a clientes e fornecedores. Percebemos que a solução perfeita seria criar um espaço de eventos que pudesse ser alugado para eventos de RP, festas empresariais e particulares”. - Will Collin. Sendo assim, foi inaugurado dois espaços - um em Londres e outro em Berlim) chamado The Colour Rooms..
“Os espaços também servem de showcase para realçar a incrível qualidade das TVs Bravia, já que mais de 40 telinhas estão sutilmente espalhadas pelo local. Nos eventos corporativos, as telas podem ser usadas para mostrar vídeos ou apresentações; em festas privadas, animações ou gráficos abstratos podem ajudar a compor o design interior.
Optou-se por manter o branding da Sony em um nível mínimo no local. A exibição aberta de logotipos destruiria a sutileza da experiência, que está na alma do conceito.
Os eventos nos The Colour Rooms incluem festas particulares (de Kate Moss e Gilles Peterson, por exemplo) e eventos corporativos (como o da FutureLab e a própria rede de revendedores da Sony)”
Brand experience na alma. E para fechar o post a avaliação de Will sobre o The Colour Room:
“A inovação na comunicação não se restringe à propaganda imaginativa. Muitas vezes, a melhor maneira de influenciar o público é não anunciar, mas criar oportunidades para que as pessoas descubram a marca por si. Essa é a lição que aprendemos com os espaços chamados The Colour Rooms.”
Post baseado no artigo “Como fazer as pessoas descobrirem a marca por si” - publicado na edição especial 30 anos do Meio e Mensagem.
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