Rede Social não é veículo de comunicação
Publicado por Thiago Nascimento na categoria Marketing Digital, Social media em 01.09.2008
Profissionais em diversas partes do mundo estão queimando neurônios em busca de um modelo de negócio rentável e eficiente para as Redes Sociais. O cenário é o seguinte: redes sociais com um enorme potencial, tendo em vista o número absurdo de membros e o envolvimento desses com o seu networking e com os temas discutidos on-line X falta de investimentos a altura do potencial desse canal.
Bom, mas isso é um desafio para os caras e eu não quero entrar nesse mérito. O que quero comentar aqui é a forma pela qual muita gente está olhando para as redes sociais. Facebook, Myspace, Flickr, Orkut, Delicious, Wikipedia, Youtube não são VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO. E PONTO. Por uma característica natural do universo publicitário temos a tendência de pensar em mídia/anúncio/comercial toda vez que vemos uma concentração considerável de pessoas. Mas a concentração de pessoas nas redes sociais é diferente. É muito mais proveitoso e eficaz observarmos e analisarmos criteriosamente o comportamento das pessoas em redes sociais do que simplesmente lançarmos um banner em uma comunidade que tem afinidade com nossa marca. Uma rede social é uma oportunidade muito interessante (e sem custo) para observarmos quais são as reais necessidades do público que queremos atingir. Através dessas análises podemos rever nossos produtos, obter insights de novos produtos e ampliarmos nossa linha, manter ou rever nossa postura de serviço, maximizar o posicionamento ou reposicionar nossa marca, entre outras diversas ações que podem ser oriundas da observação e análise da maneira pela qual as pessoas se relacionam e comentam sobre determinados assuntos na web. O pessoal do RH já entendeu o recado e utiliza as redes sociais de maneira proveitosa para sua atividade.
Cabe a nós publicitários entendermos de uma vez por todas que existem informações valiosas para o nosso negócio nas redes sociais, e que elas não exercem, pelo menos prioritariamente, o papel de um veículo de comunicação.
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Thiago, acho que a grande questão para as marcas é ser relevante dentro das redes sociais. A dificuldade está aí.
Um exemplo muito bacana que vi recentemente foi o ballers network. Um aplicativo da Nike no facebook para os jogadores de basquete agendarem partidas, colocarem estatísticas pessoais, localizar quadras no google maps e por aí vai. Talvez aí esteja um dos trunfos, o ballers network seria uma comunidade dentro da comunidade…
Agora, se for pra utilizar as redes sociais simplesmente como um veículo, sem oferecer qualquer tipo de serviço ou entretenimento, aí fica difícil mesmo…
Oi Dida, esse é um outro ponto interessante: relevânica. A própria Adidas, para contrapor seu exemplo, criou sua rede social dedicada aos praticantes de running - Adidas Code. Lá os participantes têm dicas de especialistas sobre alimentação, treinamento, condicionamento físico e o principal: descontos em produtos. Quanto maior for a interação do participante, maior é o desconto que ele ganha em produtos.
Como sou um admirador do comportamento do consumidor e do poder da observação, dou prioridade a ação comentada em meu post dentro das RS´s. Mas não tenha dúvida que se for pra fazer alguma ação dentro delas ou criação de uma RS própria, ela deve ter muita relevância e utilidade para o target, conforme o seu exemplo da Nike e o meu da Adidas. ;-)
Eu acredito que o forte das redes sociais não é a exploração através de “anúncios” convencionais, nem a simples observação. Embora ambos sejam válidos, aposto na construção do relacionamento entre a marca e as pessoas. A “humanização” do corporativismo.
Concordo que a social media é mais do que um mero bannerzinho… o internauta ativo é o que há.
[...] O problema é que nós estamos cada vez mais enxergando as redes sociais como veículo de comunicação. E não é, como escreveu o Thiago Nascimento no Ideavertising. [...]
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