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Benchmarking esportivo | Perguntas

Publicado por Thiago Nascimento na categoria Diversos, Marketing em 19.05.2008

Por que não nos espelhamos nos times de futebol para lançar e/ou promover marcas e produtos?

Como será que os times de futebol conseguem atrair tantos seguidores? Seguidores calorosos, vibrantes, que defendem a todo custo (na derrota ou na vitória) o time/marca que torcem e ainda “prospectam” novos torcedores/clientes – diga-se de passagem.

Por que sentimos tanto amor por instituições esportivas que pouco ou quase nada fazem pela gente? Ou vocês vêem ações institucionais, digitais, guerrilheiras etc. que promovam os times com muita freqüência?

Convido vocês a refletirem sobre o assunto e colocarem suas respostas nos comentários.

Ps: esse post foi inspirado na enorme tatuagem “PELO SPORT TUDO” desenhada nas costas de um torcedor do Sport, que vi na Ilha do Retiro no jogo Sport 3 X 1 Internacional.

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3 comentários

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  1. Rafael Coutinho

    No geral, não acho que devemos nos espelhar em times de futebol para trabalhar marcas e produtos. Como foi comentado no post, o que o clube faz pelo torcedor? Bom, se o time for dos melhores, oferece alegria e mais NADA. Se for um Santa da vida, então, coitado.
    (Pera aí, uma pergunta: o Santa ainda é time?)
    Acontece que a gente nasce e nosso pai - pessoa mais confiável e que mais influencia nossa personalidade - já começa a lavagem cerebral dizendo todos os dias o time e as cores que devemos defender até a morte. Se o pai não faz esse tipo de coisa, os melhores amiguinhos da escola cumprem o papel muito bem. Isso não acontece e, possivelmente, nunca vai acontecer com uma marca. Só como exemplo, já pensou você nascendo e seu pai colocando uma peruca de palha de aço na sua cabeça só porque ele é fanático pela Assolan? Então, a maneira de se relacionar com os clientes deve ser uma e com torcedores outra. Pense uma coisa: se você veste a camisa de uma marca, canta o jingle e ainda assim é desrespeitado, se decepciona com o que consumiu e é roubado nas imediações do estabelecimento, você continua discutindo com seus amigos para defender que esta marca é a melhor de todas? A grande verdade é que, infelizmente, nosso trabalho não é tão fácil quanto o dos dirigentes de futebol. Para os consumidores dos produtos ou serviços dos nossos clientes não virarem a casaca, a gente tem que ter muito mais “raça, amor e paixão” do que eles.

  2. Fala Rafael, blza? Cadê você nas peladas de segunda?

    Em relação ao seu comentário, eu discordo de quase tudo que você falou. Time de futebol, se pararmos pra pensar com calma, nada mais é que um produto de uma marca (clube esportivo). Essas marcas - clubes esportivos - têm diversos produtos: time de futsal, equipe de natação, time de basquete, entre outros. Todos esses produtos possuem receitas, despesas, faturamento etc. A única diferença para os produtos/marcas com os quais trabalhamos está no modelo de negócio. Aqui, não disponibizamos um time de natação para o mercado. Mas montamos a melhor equipe possível através de muito treino e preparação física (pesquisa e desenvolvimento de produto), contratamos os melhores atletas (profissionais) e participamos de diversas competições, nas quais a nossa performance irá dizer o quanto iremos faturar. O Glorioso Sport, por exemplo, faturou R$ 120 mil na vitória contra o Inter.

    Os clubes tanto são tratados como marcas e times como produtos que ações de marketing (são poucas, eu sei, mas isso está mudando) são lançadas para promover essas marcas/produtos. Veja aqui as ações on-line dos dois principais times de Porto Alegre e no vídeo abaixo o projeto de marketing do SPFC.

    Assim como times, marcas também podem ser “vendidas” de forma “hereditária” ou pelos nossos amigos mesmos, como você bem se referiu aos times de futebol. Vide exemplos como Harley Davidson, Star Wars, entre outras, onde os consumidores defendem e vestem a camisa da marca com a mesma veemência que torcedores vestem camisas de time. O que falta para lançarmos marcas como a Harley, por exemplo, é pensar além da simples compra e venda de produtos. Essas pessoas têm hábitos e interesses em comum, basta a gente criar mecanismos para essas pessoas se tornarem fãs e amarem nossas marcas (livro: lovemarks[bb]). As redes sociais, a blogosfera, a tecnologia estão aí para nos ajudar.

    Concordo em partes quando você afirma que o nosso trabalho não é tão fácil quanto o dos dirigentes de futebol. Não chamaria o trabalho deles de fácil, mas também acredito que o nosso desafio é muito maior, mas nada impossível. Afinal de contas, clubes são marcas, times são produtos, torcedores são clientes (eles pagam até mensalidade, lembra?) e atletas funcionários.

    Abraço.

  3. Rafael Coutinho

    Fala, Thiago, tudo tranquilo. Daqui a 10 sessões de fiosioterapia eu volto pra pelada. =P

    Quanto ao nosso debate, quero dizer que conheço muito bem como funciona um clube. E, resumindo o que eu disse no comentário, foi que uma marca não se recupera de um ano pro outro depois de uma “Batalha nos Aflitos”, entende? E que também não é por conta das poucas ações de marketing (como você mesmo falou) que os clubes conseguem “…seguidores calorosos, vibrantes, que defendem a todo custo (na derrota ou na vitória) o time/marca que torcem e ainda “prospectam” novos torcedores/clientes…”. Acredito que marcas como Harley Davison é que deveriam servir como exemplo para os times. Salvo alguns clubes, principalmente, da Europa. E olhe lá.

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Sobre o autor

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Um publicitário inquieto metido a jogador de futebol que prefere 1000 vezes colocar a bola entre as pernas do zagueiro a fazer um gol (o que não quer dizer que não dou valor aos resultados). Aventureiro, apaixonado e fã da namorada, faz MBA em marketing, trabalha como analista de negócios na Ampla Ponto e é o idealizador do Ideavertising.

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