Estadão: um veículo remando contra a maré.
Publicado por Thiago Nascimento na categoria Blogs, Propaganda em 11.08.2007
Uma campanha preconceituosa, ofensiva e retrógrada. Esses são os adjetivos mais camaradas que podemos dar a infeliz iniciativa do Estadão/Talent em atacar diretamente os milhões de blogs existentes no Brasil.
Que existem blogs irresponsáveis, mercenários e não confiáveis, isso ninguém pode negar. Assim com existem veículos, empresas e profissionais que possuem as mesmas características. Gente, quem nunca ouviu falar da parcialidade de alguns veículos? Quem nunca soube que por trás de algumas matérias existem grandes interesses comerciais implícitos? Quem nunca leu no jornal uma matéria favorável a uma empresa que anda anunciando frequentemente naquele mesmo veículo? Engraçado, não me recordo de uma campanha que diga: “que tipo de jornal você anda lendo?”
Em tempos onde o usuário se beneficia da quantidade e variedade de informações disponíveis na blogosfera, e diversas empresas/profissionais/estudantes/pessoas vêem os blogs como mais uma ferramenta de atualização diária, fica nítida a estratégia retrógrada e equivocada do Estadão em atacar um movimento que se torna cada vez mais forte. E isso porque eles falam que esse é um jornal pra quem pensa “ão”. Será?
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Primeiramente parabéns pelo novo Layout Thiagão. Quanto a campanha do Estadão, lamentavel. Acredito que eles assistiram ao Prometeus e estão tentando como você bem disse, “remar contra a maré”.
Abraços,
Felipe Muñoz
http://www.xiscando.com
Será que essa campanha não foi pensada justamente para colocar o jornal em evidência? Nove entre dez blogs que eu leio estão falando desse assunto, citando o jornal e discutindo o tema. Se o pessoal da Talent for um pouco antenado, já tinha certeza que isso ia acontecer. Só não sei que vantagem podem tirar disso…
Acredito que a publicidade foi ruim para o Estadão na blogosfera. Nos outros meios, ele se coloca como fonte de credibilidade numa internet repleta de informações enganosas.
Para a blogosfera foi positivo porque está mostrando poder de mobilização.
Abraços!
Uau!
Passando para parabenizar o novo formato do seu blog. Do Ideavertising.com.br
Uau!
Walmar, pode até ter sido que o pessoal da Talent tenha pensado nessa campanha com o objetivo de gerar buzz. Mas como você bem disse: que vantagem o Estadão teria em promover um buzz contra ele? É seguindo aquela teoria, fale mal mas fale de mim? Acho que o Estadão não precisava disso.
Alessandro, concordo com você que o Estadão ficou com uma má reputação, principalmente e talvez só na blogosfera, mas também não podemos esquecer que cada vez é maior a quantidade de consumidores de blogs (não necessariamente blogueiros).
Felipe, Jaime, obrigado.
Realmente…acho muito muito infeliz esta campanha do Estadão. Como foi dito, existem blog com conteúdo questionável, mas em grandes jornais, sempre há certo favorecimento a grandes anunciantes. Parabéns!
AGORA QUE VOCÊ JÁ LEU A VERSÃO DO GENERAL CUSTER,
LEIA A DOS ÍNDIOS.
Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova
campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou
totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado
por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das
peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe
que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado.
Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma
falha na comunicação da campanha.
Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito
de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web.
No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o
macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a
reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu.
Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de
contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois
ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma
coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram
essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas “pronto,
tá na net”. Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo
parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente “Blog”, os outros dois
usam os termos “página” e “site”.
Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de
credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites,
blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente
, não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente
virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir
desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será
que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram
uma campanha difamatória aos publicitários o fato
de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na
distribuição de fortunas em verbas públicas?
Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da
internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas,
baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do
Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de
clamor do internauta?
No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram
a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as
regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível ,
inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como
uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos
sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.
Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer
cidadão de bem.
João Livi
Diretor de Criação- Talent
joaolivi@talent.com.br