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Sexo, drogas e propaganda

Publicado por Leonardo Parnes na categoria Propaganda em 18.10.2007

Quem disse que tendência não pode vir do passado? Na verdade, ninguém. Mas nós temos uma idéia, talvez mal concebida, de que tendências são coisas que estão por vir. Eu até que gosto dessa segunda parte, porque dá ao cool-hunter um ar de profeta. Nostradamus, que me desculpa, mas nossas profecias são muito mais bem embasadas, apesar de não ser nada exata como matemática.

Hoje chegou as minhas mãos uma revista brasileira de dois ou três meses atrás. A Abril faz questão de não agilizar as entregas no velho continente. A Revista da MTV traz vária matérias sobre grafite, artes e música, normalmente coisas que estão por vir, mas nessa revista, com capa ilustrada pelo artista plástico “Nunca”, a matéria que mais me chamou atenção é a dos “40 anos de psicodelia”. Entre elogios, às vezes exagerados, a fase recheada de LSD dos Beatles e rasgações de seda (sem trocadilhos) a vários expoentes da era psicodélica da década de 70, a revista traz um panorama do movimento na política, música e cinema, com uma pequena, mas de grande importância, nota sobre o desenvolvimento desse movimento no Brasil.

O que me saltou aos olhos foi que depois de 40 anos o movimento psicodélico continua influenciando a arte e principalmente a publicidade. Seja como referencia ou como instrumento estético a psicodelia está dentro de uma visão de época que propicia o conceito de liberdade e amor, nada mais justo que utilizássemos técnicas referentes ao movimento para agregar valores aos nossos produtos. Além das cores que conferem beleza a qualquer filme ou anúncio impresso.

Mas como na arte, literatura ou publicidade os movimentos são cíclicos, a psicodelia está presente num conceito não tão novo, mas ainda pouco explorado como o PSYTRANCE. Quem visita raves com freqüência já percebeu a semelhança na música (desculpem os virtuosos), nas cores e, principalmente, nas drogas. O Rock, novamente, já está apoiando os seus pilares nessa nova construção e bebendo em fontes tipicamente “raveneanas”, assim bandas como CCS, Klaxon ou Gossip estão na frente dessa batalha. Um produto que está influenciando uma indústria 40 anos depois de ter nascido, logicamente com uma nova roupagem, mas sem perder a essência. A New Psicodelia já chegou a propaganda ou nunca deixou de existir nela?

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Nunca teve um espírito aventureiro, mas na primeira oportunidade de estudar em Barcelona não pensou duas vezes, largando um início de carreira de redator em PE. Faz pós-graduação em Pesquisa Qualitativa de Tendências (mais conhecido como Cool Hunter).

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